sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pandora

Questionando me sobre a própria essência dei por mim a encontrar um beco sem saida. Tantas portas e tão poucas chaves na mão, restando apenas a tentação de as arrombar, as destruir, a libertar o uivo do vento e vê-lo a passar por onde há muito não se sentia movimento...  Abro a ultima porta, a mais recôndita e escondida, onde a luz já não alcança. Semicerro os olhos na penumbra da escuridão e olho no nada, desvio uma ou outra teia e lá vejo o que se perdeu por aqui. Tanto pó na mesa, tanto pó sobre a caixa em cima dela, um sopro uma tosse e a madeira revela-se velha e carcomida.. Os dedos roçam nas dobradiças e sujam-se na ferrugem, salpico a mesa com as lascas da poerenta e velha tinta. A velha caixa conta os mesmos segundos do tempo, e o seu interior conta os segredos do que devemos temer. Cada um que a abrisse veria os seus próprios horrores, a sua maneira e dimensão, mas esta caixa é minha e só eu a posso abrir, pertence ao meu próprio esquecimento... Eu não queria, mas abri e o que vi lá dentro só os meus olhos podem chorar, e questiono-me se terá sido assim que Pandora se sentiu quando abriu o jarro que lhe foi confiado a nunca a abrir? De tudo o que se soltou so a esperança permaneceu, so a esperança esperou... Mas e o resto que se soltou no mundo? Não sei mas desconfio da certeza... e aquele pequeno espelho no fundo da caixa ainda vai semear dicordias na duvida... Pois quando me vi no reflexo terei visto o que se libertou, ou terei visto o que permaneceu? A unica coisa que sei é que os reflexos não são eternos, quando nos afastamos, também desaparecemos...fugimos... E depois o que resta? Só sei que abri a caixa de Pandora...

domingo, 3 de junho de 2012

Ausência...

Ausência de alma nem sempre significa se estar morto... Por vezes apenas significa que não estamos vivos... existimos... E nos ultimos tempos morri imenso... Não morte fisica, de carne, mas emocional e psicologica... Tenho a alma ferida e a desaparecer... Coisas da vida que nos levam por caminhos desconhecidos, sombrios e enevoados... Ja perdi muito de mim ao ponto de me interrogar se ainda existe alguma coisa por encontrar...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Notas...

Toco mais uma nota, mas a melodia ja vai longa... Desafino a cada timbre, a cada minuto a cada segundo.
Volto ao inicio e tento mais uma vez e volto a falhar.
-why can't i play this musique?
Nas pautas percebo o erro, ta assim escrito nas linhas, e a resposta teima e bate mais uma vez...
Não sei emendar isto que toco, isto que vivo... Nao sou compositor, apenas sujeito-me a ter de tocar sempre as mesmas notas falhadas.
Mudar de musica? Já não há mais musica no mundo...
Quanto mais toco mais percebo que nunca conseguirei compor a melodia.
Resta me somente fechar o tampo, e deixar o pó e o tempo comporem o lugar onde reina agora o silencio e o frio.
E esperar? Para quê? 
Nunca saborearei o premio principal... E as prateleiras com as consolações ja estão tão cheias de memorias, tão cheias de poeira, que vao ganhando o seu peso...  
Apenas sei que nunca tocarei uma musica que vibre o teu coraçao, 
Apenas se que me deram me as notas erradas... 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Once upon a time

Once upon a time... Muitas historias começam a possibilidade de "era uma vez" e acabam por existir na fantasia, na expectativa, nos nossos sonhos, ideias e fogem do real. 
Começam numa linha e acabam num desfiado onde o fim nunca é encontrado com uma certeza, ilude-nos na sua disparidade e confusão é tanta que a sua reconstrução acaba por ser utópica.
Nessas linhas a vida nunca anda em direcção fixa, renovam os seus angulos tangencialmente a cada instante, desafiando a resoluçao da vida num novelo onde o fim esta demasiado longe para se conseguir ver...
Acabamos assim na nossa historia de "era uma vez" onde nao conseguimos voltar atras e não alcansamos o fim. Somos a historia do conto que nunca escrevemos onde o drama, a comedia e o suspanse vivem lado a lado.

We born in our "once upon a time", we grow in our ignorance and we die in our "the end". 
Happily, i think, i live in this fairytale not so that good, with the certain of there no will exists any remake ou sequel...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Here

Here... Not in somewhere else, just here...
O mundo pára e nem sai do lugar, pouco evolui, pouco se mexe...
Gostava de dizer que, sim era o momento certo, mas falham as forças, falham as certezas...cai-se mais baixo do que se pode cair.
Imagino o mundo amanha e nao vejo nada... Espero sentado ao som do mar, e brinco com a areia.
Disseram que o meu futuro estaria num destes grãos, manifesto assim as minhas incertezas na busca em vão e não encontro.
I can't find it.
Sabemos apenas que o caminho apaga-se a cada passo...
As certazas ficam incoerentes, a cada passo as lembranças ganham o esquecimento...
E a cada passo mostra-se o caos...

Just here where i know

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A question with no answer...

What if?
What if is a question which sometimes we dont have a answer... 
We only ask it when we have a doubt, and then the guilt comes, hit us like a train...
And our souls remain asking... What if...