Sentado.
A espera corta-me o tempo as fatias finas, demoram mais mas saboreiam-se melhor dizem... Mas ate onde permaneço assim? As estrelas nao me falam, mas respondem com o silencio das coisas vãs, ignoram-me na sua imponencia.
Sao parvas, acham se sempre superiores e nao mexem uma palha pelo auxilios de outras... Tal como estrelas, ha pessoas assim, mortos do coraçao...
Ignoram a vida...
Encosto a minha cabeça ao teu ombro e a serenidade repousa novamente em mim, imagino estupidamente, e rio da parvoice.
Ja nao ha nada assim onde possa confiar, e todas as almofadas têm espinhos, e as camas troncos em baixo.
A dor pode nao ser visivel a olho nu... Mas mesmo descansando esta la no incomodo dos doidos...
Olho mais um pouco, e vejo mais alguem ao fundo, vem na minha direcçao, mais um pouco passo por passo, olho e passa por mim...mais um como todos, passam e nem olham, aos poucos e aos tantos me habituo ao desprezo,
-que querias?-olho para mim mesmo.
-desenganar-me de ti e nao querer.
-sabes que nao... E olho para um reflexo cinico... E o odio volta de novo...
O mal creio que reina aqui, ha tanto mais escondido, que a escuridao que ilumina o universo...