segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Move on

Move on
Seguir em frente pode ser andar, mover, deslocar-se. Mas num sentido menos literal pode significar que ultrapassamos algo que nos desiludiu ou magoou.
E se não seguir? Parte de mim quer ficar para ver o final, mas...
Ha historias que nos olham como se de pessoas se tratassem, e ficamos perdidos, chasing tales... 
Movo-me entre os outros e nem saio do lugar, com os dedos deambulo pelo bordo da mesa, e ignoro os olhares... Nunca percebi mas nao gosto de olhos nos olhos, scares me...
Levanto-me e sigo em frente, parto para outra, mas é impossivel nao olhar para tras, aquele vislumbre de canto do olho insignificante mas que representa tanto, fica nos na memoria, desperta-nos a angustia da saudade que ainda nem chegou, mas que ja da sinal que vem ai.
Vem e bate forte, a saudade torna-se mais forte proporcionalmente à inversabilidade do tempo  que nos separou.
Passa um mês ou dois e nem fraqueja, lembro-te com todas as lagrimas que ja não choro, broke? No, completely destroyed inside remember?
No resquicio do que era, aquilo que me construiu, simplesmente desapareceu, e assim perco-me por cada segundo de pensamento, nao voltarei a ser inteiramente humano outra vez e a verdade fica assim comigo...
Seguir em frente? Continuo a andar... Mas nao creio que irei sair do lugar...
Move on...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Walk

Passo por passo ando por lugar algum, perdido nos sons, cheiros e olhares estranhos. Nao me reconheço e vejo outra pessoa no reflexo da vitrine,
-eu ou tu? 
-...
Fico pela questao que nao tras resposta... 
Enterro as maos nos bolsos um pouco mais fundo, e devio o olhar para a direçao que nao conheço, volto a andar sem sentido...

Tudo perdeu tanto.
O pouco se foi.
O unico se perdeu...
A respiraçao é tao mais pesada e o frio doi mais, mas é assim. Nao tenho outra soluçao...

-vem...anda...segue-me...
-...
-sabes como é... não pertences...!
-...
-ninguem...
-...


O silencio ecoa-me aos gritos...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

If

Corre, foge e lança-te aos ventos, sê a essência do que já não existe.
E assim a memoria veio para iludir os olhos na turbulencia das lagrimas... sinto-te, abraço-te, amo-te mas nao te torno mais real... Ficas pela distancia do que nao pode voltar atras. Sinto-me falhado, fraco e iludido ao ponto que nao sei que mais procurar, na hipotetica vida que levo...
Se? Nem para isso sirvo...
Sento-me e cruzo os joelhos na areia, na tentativa de me confundir na paisagem e ser mais um grao entre os outros.
-olha aqueles castelos de espuma! 
-num momento se criam, num momento se transformam... Mudam de forma e ninguem os viu, ja imaginaste quantos ja foram vistos, esquecidos ou imaginados?
-lol, os vistos contam-se pelos esquecidos e os imaginados pelos quantos quiseres...não ha limite...tal como nunca conseguirias contar todas as gotas do mar.
-voces tao muito filosoficos...mas calem-se que o mar vai falar, e eu quero ouvir o que ele tem a dizer, ouçam e contem em silencio os graozinhos de areia que entram nos vossos olhos se se querem se entreter...

E eu no silencio vos vejo...

Um dia vais me ter, pedirei com o silencio...

E se?

Always and never... =(

sábado, 27 de agosto de 2011

Us

Sometimes we need to do what can't be unmade, to get what we want...
Sometimes Time is just time.
And memories are just memories... Fragmentos de ligação sinaptica, entre axonios e dentrites que nos perpetuam imagens, sons, cheiros e imaginação.
Somos capazes de tanto e tao pouco, que nem reparamos no brilhantismo que temos em nós, podemos ter tudo no mundo e nem precisamos de sair do lugar, nem precisamos de pestanejar, basta-nos pensar, excitar aquelas celulazinhas a sua velocidade exponencial do pensamento, mas como tudo o seu preço é a irrealidade... O acordar e ver que não é real... E assim morremos um bocadinho, e a ilusao torna-se desilusao...
Todos temos um fantastico em nos, um auje da evoluçao no ambito do perfeccionismo, perpetuado a milhoes de anos, no entanto incompleto e interminavel... Prova disso é conhecer-mos tanto e no fim nem nós proprios conhecemos ou reconhecemos completamente...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

W

Apenas desejava o conforto... Sentir...
Pedra, de pedra é feita a minha pele e areia corre nas veias, choro e apenas vejo pó... 
A queda é sempre tao mais alta que o erguer, question of gold... E a dor? essa parte-nos, mas nao deixamos de ser menos pedra, endurece os cacos e amontoa-nos em mais um mundo... Fucking world!
Agarro-te nas memorias pois é o unico sitio onde vives, mas ja nao confio em mim...
Onde nos sentiremos seguros, se o silencio nos controla? Whispering...
Quem sou eu senao menos que o meu proprio ego de mim?
Inferior aos medos, é o pensamento de que podemos ser mais, mas os loucos andam a solta, e aqui estou eu...

domingo, 21 de agosto de 2011

They...

Nevermind who said what... Sometimes light isn't enough for a answer.
Eles falam comigo e no entanto nao conheço nenhuma voz...
Quando é que tudo se começou a desmoronar? Perguntou alguem ao nada que resta. 
E aí odio pela vida começou a fermentar, colidem sentimentos e coraçoes magoam-se... 
Tudo devia ter um sentido, uma logica, uma prova...e nao encontro resposta.
A razao teima em manter o manto e vive escondida, e aqui continuo a pensar á luz de um relampago, a chave encontra-se cada vez mais funda no mar, e nao ha folego que a alcance...
I just think so much in this...dont forgive me, just forget me...


They talk to me, They don't let me go, They want Me to go away...

They are freaking me out...