E assim passa o tempo, e na renda da vida cada vez mais aparecem pontas soltas, e cada uma só faz aquilo que sabem fazer melhor... enrolar-se nos espinhos que nos rodeiam...
A cada fio puxado, mais desfiada é a vida e o que é uma sequência lógica para formar os padrões, torna-se uma encruzilhada de fios onde a aleatoridade reina... no fim ficam os nós que aleijam e o arranhões dos espinhos, que teimam em não sarar, doem e infectam, marcando-nos com cicatrizes...
Cada vez que olhamos aquela cicatriz, é invariavelmente impossível não nos lembrarmos porque a temos, não sentimos a dor do arranhão directamente, mas lembramos que já doeu...
Feeling nothing, because there is almost nothing left...
HK